sábado, 7 de janeiro de 2017

OS PROBLEMAS QUE O ÁLCOOL TRÁS...

Nem todo mundo sabe, mas já passei muita coisa na vida por conta do alcoolismo na família. E uma coisa que carrego comigo, é como isso foi prejudicial para todos os envolvidos. Fico atenta a cada passo, a cada copo, a cada drinque... Pra não passar dos limites, sabe? O que a maioria das pessoas pensa, é que o álcool é sinônimo de diversão. Mas não é bem assim...


O álcool atua como um depressor de muitas ações no Sistema Nervoso Central (SNC) e seus efeitos sobre este são dose-dependentes. Em pequenas quantidades, o álcool promove desinibição, mas com o aumento desta concentração, o indivíduo passa a apresentar uma diminuição da resposta aos estímulos, fala pastosa, dificuldade à deambulação, entre outros. Em concentrações muito altas, ou seja, maiores do que 0.35 gramas/100 mililitros de álcool, o indivíduo pode ficar comatoso ou até mesmo morrer. A Associação Médica Americana considera como uma concentração alcoólica capaz de trazer prejuízos ao indivíduo 0.04 gramas de álcool/100 mililitros de sangue.

Encontrei uma tabela com informações no site http://www.cisa.org.br/, que diz:


Concentração de álcool no sangue (g /100 ml de sangue):





  • 0.01 - 0.05 - Estágio Subclínico: Comportamento normal 
  • 0.03 - 0.12 - Estágio Euforia: Euforia leve, sociabilidade, indivíduo torna-se mais falante. Aumento da auto-confiança desinibição, diminuição da atenção, capacidade de julgamento e controle. Início do prejuízo sensório-motor. Diminuição da habilidade de desenvolver testes.
  • 0.09 - 0.25 - Estágio Excitação: Instabilidade e prejuízo do julgamento e da crítica. Prejuízo da percepção, memória e compreensão. Diminuição da resposta sensitiva e retardo da resposta reativa. Diminuição da acuidade visual e visão periférica. Incoordenação sensitivo-motora, prejuízo do equilíbrio. Sonolência.
  • 0.18 - 0.30 - Estágio Confusão: - Desorientação, confusão mental e adormecimento- Estados emocionais exagerados. Prejuízo da visão e da percepção da cor, forma, mobilidade e dimensões. Aumento da sensação de dor. Incoordenação motora. Piora da incoordenação motora, fala arrastada. Apatia e letargia.
  • 0.25 - 0.40 - Estágio Estupor: - Inércia generalizada. Prejuízo das funções motoras. Diminuição importante da resposta aos estímulos I. Importante incoordenação motora. Incapacidade de deambular ou coordenar os movimentos. Vômitos e incontinência. Prejuízo da consciência, sonolência ou estupor.
  • 0.35 - 0.50 - Estágio Coma: - Inconsciência. Reflexos diminuídos ou abolidos. Temperatura corporal abaixo do normal. Incontinência. Prejuízo da respiração e circulação sanguínea. Possibilidade de morte.
  • 0.45 + Morte: - Morte por bloqueio respiratório central.
Fora isso, o álcool pode trazer um grande problema a tona, chamado agressividade. É um problemããão, acredite em mim!

Somos ricos em emoções, sentimentos e pensamentos. E a interação com as outras pessoas envolve emoções: pensar, sentir e agir. Mas não conseguimos ficar o tempo todo mantendo a harmonia dos pensamentos e sentimentos. As emoções desgovernadas geram atritos, confusões e sofrimentos. Procuramos, então, uma muleta psicológica para nos livrar da angústia, do estress e dos sofrimentos. Essa muleta pode ser o álcool.

Bebida alcoólica nos relacionamentos, se utilizada em excesso pode gerar muitos brigas, acidentes, violência doméstica, entre etc.

Nossas atitudes tem que ser compatíveis com o equilíbrio e a moderação. O álcool em excesso prejudica as relações humanas e excita as emoções. Uma pessoa que tem o comportamento inibido, mas irritável, sob o efeito de altas doses de álcool pode se tornar agressiva e até violenta. Não adianta discutir com uma pessoa alcoolizada. Perda de tempo e equilíbrio. A memória e os reflexos ficam comprometidos. 

Todas as pessoas que gostam de um drinque ou bebem socialmente podem se tornar alcoólatras? Não, nem todas. As causas do alcoolismo nem sempre estão associadas com o hábito de beber com freqüência. No entanto, o aumento do consumo do álcool, com o tempo, pode em alguns casos, causar o alcoolismo. Ele envolve a pessoa como um todo. O bebedor social sabe que pode parar de beber a qualquer momento. O alcoólatra não tem limites. A bebida alcoólica é uma droga como qualquer outra. Pode viciar, causar dependência emocional, psíquica, física e até matar.

Se você sabe que tomar bebidas alcoólicas em excesso comprometem seu relacionamento, é melhor tomar providências. Evite o excesso. Conheça-se a si mesmo. Procure alternativas mais sadias para liberar seu inconsciente atolado de emoções reprimidas, ódios e insatisfação. Não faça do álcool sua válvula de escape e nem justificativa para um comportamento agressivo e desequilibrado com quem você ama.

Li na Super Interessante, que um estudo envolveu 495 adultos, com idade média de 23 anos, que costumavam beber socialmente. Antes de participar, os voluntários foram testados para ter certeza de que não tinham problemas psiquiátricos ou envolvendo dependência de qualquer droga. E todos eles completaram uma “escala de consideração às consequências de suas ações”, indicando o quanto concordavam com afirmações como “eu só ajo para satisfazer interesses imediatos, o futuro cuidará de si mesmo.” As pontuações obtidas aí determinavam o quanto os participantes estavam focados no presente ou no futuro.

O resultado (publicado no Journal of Experimental Social Psychology) mostrou que as pessoas que se concentram demais no aqui e agora, sem pensar no impacto de suas ações sobre o futuro, são mais agressivas do que outras quando estão sóbrias, mas o efeito é ampliado enormemente quando estão bêbadas. 

Segundo Brad Bushman, principal autor do estudo e professor de comunicação e psicologia na Universidade do Estado de Ohio, o álcool tem um “efeito míope” que restringe a atenção para o que é importante para a pessoa agora – e isso pode ser perigoso para alguém que já tenha a tendência de ignorar as consequências de suas ações ou que são colocadas em uma situação hostil.

Infelizmente o álcool é um grande problema em muitas casas e relacionamentos por aí... O importante é tentar conscientizar as pessoas, que um simples copo de bebida no bar com os amigos pode ser tornar um grande erro ao longo do tempo. É sempre bom colocar limites, mas é a pessoa que precisa decidir.

Quem já passou por casos desses, fica atento a todos os sinais... 












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